Que maldição, que brusca queda me consumirá a mágoa, espreitada no longínquo?
Apenas as memórias cristalinas, enfadonhas na sua criação, construídas descaradamente, colocadas numa dinamite de plena emoção, pela pólvora destemida. Leve e simplesmente, e como modo de ressurreição, cavo a sepultura angustiante do nada que jamais busca; do sonho desaparecido no momento; da dor inundada de esperança; da imperfeição afogada pela tortura – provocada pela distância; dos comportamentos solitários, desesperados, apelando pelo impossível, pelo esquecimento. Sim, este adormecer vasto, profundo, imaterial, escuro… o morcego da desilusão. Nele, o olhar infinito e desumano, o sorriso imaginando uma voz muda de versos, patentes de exactidão; ideais e eternos; milagrosos e contínuos. Insuportável? O orgulho dispensável que, afasta na fúria da vingança, a mentira subtil, surgida na impossibilidade da renegação.
- “Sinto o livre e tempestuoso vento navegando contra a minha descendência, flutuando na loucura. E, imploro que, este mísero sentimento rasgue as asas pertencentes ao meu coração. Estou aterrorizadamente perdida na saudade do vivido, lamentando ser escrava da realidade, ansiando as cinzas do teu corpo no meu.”
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