Subscrevo então que, sem receio, qualquer pudor ou medo problemáticos, que jamais hesitarei que a brevidade do nosso ser seja colocado em risco. Prejudicada, tardiamente me recordarei do nosso olor único, e, fechando repentina e esfalfadamente os olhos, imagino desertos cobertos pela tua imagem, somente por ela.
Agradeço ás ondas, a intensidade das promessas minhas, das palavras de amor, tão inexplicáveis, tão robustas e tão cor magenta.
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Tempos, aqueles, em que após a minha crença no sentimento surge, imagino-me deitada sobre o teu abdómen, não me conseguindo abster do calor rasurado, esfregando a saudade na tua pele límpida. Humedeço os lábios mútuos, quentes, provocatórios, puxo-te contra o meu peito repleto de possessão, respiro forte ao teu ouvido e enfurecida grito por não te ter. Reduzo o olhar e apenas sinto, não um sentir menosprezado, por me envolver nos teus braços, por suspirar de alívio. Carinhosamente t’envio o meu sorriso, ergo o rosto e assimilo-te a minha mente pecaminosa. De imediato, entrego-me a ti, venerando que o que sinto de momento, jamais termine.
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