Momentos vivenciados perante lagoas de sentimento, norteados a quilómetros de distância, superiorizados ao impossível, destacados como nobres… Recordas os sorrisos plenamente deslocados entre seres que se admiravam mutuamente nos arredores da emoção? Se sim, porque me angustias em vão, num momento de morosidade sem explicação? Imbatível seria a completa demonstração, genuína e livre de mágoa, a musicalidade persuasiva num mar de insegurança, aliada á minha certeza de que, jamais voltaria a alimentar o sofrimento ridicularizado por segundos míticos.
Como teriam sido as marcas viciadoras, sem as tuas palavras esvoaçantes, o teu toque árduo, o teu olhar apaixonante – bocas ligadas por chamas, dinamizadas, ambas, por corpos ambíguos de amor?
Observo a tua imagem, e impossibilito-me de acreditar – Como poderia eu alcançar e perder, perante uma inundação de erros trágicos que demonstraram o incorrecto? E que por mais que a justificação se presencie, em ti não tem qualquer significado. Sendo assim, encara o medo mortífero e entrega a tua magnitude à verdade, ao perdão, à simplicidade do dar e receber.
Mentiras e calúnias, longínquas da merecida aceitação, colocadas na insatisfação como consequência. Se as englobas na totalidade, sucedes caloricamente a destruição do nosso todo. Loucamente me ajoelho de fragilidade perceptível e repito fogosamente, presentemente, no após e na eternidade: “Quero-te em mim, na imaterialidade do mundo, na plenitude perspicaz do que sempre fui.”
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