sábado, 17 de setembro de 2011

O tempo voa

           
            Tempo assíduo e esperado, assemelho-te a um beco sem saída, corporizando o pleno mar andante, em que cada qual receia actuar abertamente, e ridicularizar passos em falso na rotina funda e sombria, tendida a suportar situações tais que ninguém as quer mais.
            Não consigo!
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            (gritaria cortante, anestesiante, receada pela pressão)
             Liberta-me destas correntes amolgadas de podridão acesa. Imploro-te de joelhos sangrentos, com ressentimentos rasurados, embora sorrindo apatetadamente.
            Não te aceito! .. entre diz que disse mas não disse, entre manipulações sacrificadas, artimanhas mesquinhas e encabeçadas.
            Nada me fará igualar o estatuto temporal à sede telemática  da misericórdia sobre este dilema fomentado no egoísmo implícito, na incapacidade de ajuda nomeada de horror e falta de misericórdia.
            Onde estais Tu?... Obra prima que arrasa com a sensatez revolucionária, anjo terrestre, que abandona o calor humano pelos actos diabólicos?

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Compasso Auspicioso

          Esse teu entediante sabor picante, deixa-me incontrolável, faminta de Amor, esgotando, até, as barreiras mais inoportunas e gigantes da sociedade, fazedoras do desaparecimento aparente e inevitável pela fobia sobre a paixão livre e desimpedida.  
          Arregaço as mangas, embora não as tenha, e calorosamente grito estrofes catastrofistas para quem não sabe o alfabeto vermelho amor, sangue canção, contudo, sem destruição. Beijo-te! Lambo-me de saudade, e não me arrependo de um pedaço ausente que to dei sem volta. É teu por inteiro, é teu pertencente. Beijo-te, sim. O beijo é uma salada de frutas «monstruosa», que agarra dois seres ao seu tempero suculento, amordaçando os sentidos coloquiais. Entrelaça única e simplesmente a boca adocicada de quem amamos, e por quem nutrimos a avassaladora nutrição de calorias essenciais. E com tanto açúcar branco pureza, não posso deixar de te embalar em sonhos cal, cor leite, profundezas e simplicidade…
         Amor! Amor é uma palavra tão minúscula perto do que a cultura transmite ao jovens guerreiros, que lutam às escuras ao encontro do seu príncipe encantado; tão ridicularizada pela sua pequenez e nada, ao necessitar de abrir ligeiramente os lábios meus, e dizer sem pressa que és o meu futuro hiperbolicamente perfeito. És mais, és o sentido lógico de  sentir na outra pessoa a razão de ser melhor, verde esperança e totalidade sensibilizada pela possibilidade que nos une. Um bem-haja ao transformador calcetado de alguém, com maior fortaleza e garra perante o que intitulo de Amor.
………………. E, continuo sentada, deslocada levemente sobre a secretária, com o rosto pálido e perspicaz; perante letras que respingam felicidade extra, preenchida, creditada no mundo e arredores. Não enlouqueço por razão! Atiro sobre ‘ninguém’, sorrisos patéticos embora genuínos, olhares brilhantes mas sensatos, deixando quem me desdenha, a saciar isto, mais um pouco, além e aquele outro.