sábado, 17 de setembro de 2011

O tempo voa

           
            Tempo assíduo e esperado, assemelho-te a um beco sem saída, corporizando o pleno mar andante, em que cada qual receia actuar abertamente, e ridicularizar passos em falso na rotina funda e sombria, tendida a suportar situações tais que ninguém as quer mais.
            Não consigo!
…………………………………………………………………………
            (gritaria cortante, anestesiante, receada pela pressão)
             Liberta-me destas correntes amolgadas de podridão acesa. Imploro-te de joelhos sangrentos, com ressentimentos rasurados, embora sorrindo apatetadamente.
            Não te aceito! .. entre diz que disse mas não disse, entre manipulações sacrificadas, artimanhas mesquinhas e encabeçadas.
            Nada me fará igualar o estatuto temporal à sede telemática  da misericórdia sobre este dilema fomentado no egoísmo implícito, na incapacidade de ajuda nomeada de horror e falta de misericórdia.
            Onde estais Tu?... Obra prima que arrasa com a sensatez revolucionária, anjo terrestre, que abandona o calor humano pelos actos diabólicos?

Um comentário: