Sustenho a respiração, deambulo
na obscuridade inacessível a que me disponho. Maleficíssimo, o sossego
picado, o lagarto perdido, a raiva ensurdecida – faqueias-me em rabiscos
riscados, manipulados de recitos
lamentáveis, procriações que engolem raiva, só de se ver.
Eis o meu enlouquecimento sugado
pelo perfeito – perfurado – indígena. Amarro-me aos tentáculos lunáticos.
Deturbo-me a cegueira incapaz de finalizar um sussurro de bem – estar e sedução
sorridente. Continuo sem forças, perdida na loucura encravada, no que cito e
repito, a fusão de sentimentos finitos e desunidos dos teus braços.
Reduzia as tuas asas, cortava-as couro
a couro, desafiando as crónicas do sucesso, que tende a negar-me as portas
abertas, a rasurar-me a elasticidade de viver.
–
Queres-me em sangue, torturada nas amarras do teu suco, envaidecido com a
possibilidade de me ter em terras que desconheço? Surpreende-me. Enfrenta-me. A
tortura não me funde, cauteriza-me a batida forte no fundo da terra,
humedecida, esgotada de incredibilidade infunda.
Ser,
não ser, um descrer que não me quer.
Reitoriza as penas, mas não as sonegues:
ambienta-te, engole o suco gástrico da tristeza, que no subir ao cais, tende a
decair com facadas arreganhadas, agarradas, garras mársicas furadas, furacadas
e detraídas das encostas buscadas em louvor do nosso amor.
Sigo-te, devastada. Temia o engole
final. Eis que chegou – prendeu-me a garganta, manipulou-me respostas
tortuosas, crónicas, que volta e meia, contornavam-me a alma, e, contorcida,
continuava a renegar o insucesso que alcançaria se lhe entregasse as palavras.
Iludida, decreta, mas de certa forma, deambulada na construção fugida de provar
o próprio veneno.
- Realmente me quereis? Decerto que,
a tua vingança passa pela prova do alimento: sanguessuguiar-me as entranhas, matar-te a fome de viver.