segunda-feira, 17 de junho de 2013

AfuGENTada

            Sustenho a respiração, deambulo na obscuridade inacessível a que me disponho. Maleficíssimo, o sossego picado, o lagarto perdido, a raiva ensurdecida – faqueias-me em rabiscos riscados, manipulados de recitos lamentáveis, procriações que engolem raiva, só de se ver.
            Eis o meu enlouquecimento sugado pelo perfeito – perfurado – indígena. Amarro-me aos tentáculos lunáticos. Deturbo-me a cegueira incapaz de finalizar um sussurro de bem – estar e sedução sorridente. Continuo sem forças, perdida na loucura encravada, no que cito e repito, a fusão de sentimentos finitos e desunidos dos teus braços.
            Reduzia as tuas asas, cortava-as couro a couro, desafiando as crónicas do sucesso, que tende a negar-me as portas abertas, a rasurar-me a elasticidade de viver.
– Queres-me em sangue, torturada nas amarras do teu suco, envaidecido com a possibilidade de me ter em terras que desconheço? Surpreende-me. Enfrenta-me. A tortura não me funde, cauteriza-me a batida forte no fundo da terra, humedecida, esgotada de incredibilidade infunda.
            Ser, não ser, um descrer que não me quer.
            Reitoriza as penas, mas não as sonegues: ambienta-te, engole o suco gástrico da tristeza, que no subir ao cais, tende a decair com facadas arreganhadas, agarradas, garras mársicas furadas, furacadas e detraídas das encostas buscadas em louvor do nosso amor.
            Sigo-te, devastada. Temia o engole final. Eis que chegou – prendeu-me a garganta, manipulou-me respostas tortuosas, crónicas, que volta e meia, contornavam-me a alma, e, contorcida, continuava a renegar o insucesso que alcançaria se lhe entregasse as palavras. Iludida, decreta, mas de certa forma, deambulada na construção fugida de provar o próprio veneno.

            - Realmente me quereis? Decerto que, a tua vingança passa pela prova do alimento: sanguessuguiar-me as entranhas, matar-te a fome de viver.

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