quarta-feira, 25 de setembro de 2013

«J unta-te a M» im

Medo, o que de imediato me surge.
O insucesso, a insegurança, o inconstante, ínfimos intolerantes adjetivos pós-deceção.
Não devia abordar tal história num refolhar precoce de 4 (8) meses temidos, de avanços desafios, recuos imediatos? Um proluxos de amor, escondido na entreaberta portinha de chegada.
O beijo. O beijo ditou-me pouca coisa. Não me eram prometidos ofegantes momentos além da atração. Partia tudo de senãos, quês e não vês. Uma história atribulada, recheada de bichinhos que me picavam o estômago, de brilho esverdeado extra aos meus olhos, olhos luzidos de cor, pro-cor. Olhares cantados, sem que se provesse de voz alguma, risadas altas, sufoco de toda a tristeza que nos fora causada para trás. A ameaça lançava-se, os sentimentos repercutiam, o corpo a corpo aproximava-se, as chamas-hormonas, quenturas sem normas. Vivia num insucesso comum, o de ser deixada, sem que me antepusesse a mim e ao meu fardo amorativo. Inúmeros, os encontros apalhaçados, o toque abraçado, a vontade apalavrada ou não, de não te querer deixar. As rodinhas do tempo percutiam rapidez e só me passava pela cabeça, que bem ficava enlaçada nos teus braços, tod’o dia; à noite a fluir nos mesmos, a aprazerar-me dos teus fogosos vulcões de paixão.
Penso repensado, confiante desconfiada. Deixo a boémia, mando tudo aos ares, entrego-me a ti num ato de fuga erosivo, explosão, bomba-amor. Confio-te a vida, coço-me abençoada, detenho más energias… Quero-te tanto!


Que eu morra numa junção a dois, contigo, clave bis e sóis.  

Desumanizei-meDo

Inequivocamente, o equivoco sustem-se
Na irremediabilidade fugaz do tempo.

Ponteiros demarcam o Plutão do Amor.

Amordaçada, fecharam-me com trancas
A raiva do retoscópio anal da vida,
Vidente dos problemas futuros, arguidos,
Ditos culpados da queda amortecida
Pela segurança de um canto-inho ameno.
Vomito amedrontamento, dilato peles franzidas,
Cintos rasgados de sentimentos, ilusão afugentada.
Pago aos céus, um preço elevado: a minha alma
Acorrentada às securas das deusas infelizes, não apaixonadas;
Um coração detido nas nuvens cinza-prata-estragadas-velhas-quase apagadas;
Corpo desclassificado na Terra, capado pelo poderoso.
Levaram-me.
Levaram-me a fominha tenra d’ aplaudir os meus enganos desenganados de viver.


terça-feira, 24 de setembro de 2013

Autocarro 20

Cambalhotas. Capotada. “Era o Fim.” – ditou-me a voz.
Sobejava nuances de inferno e não mantinha quaisquer esperanças.
Morreria: o corpo não podia aguentar; a vergonha encher-me-ia a mente e um suicídio não seria impedido. De facto, nenhuma das hipóteses se manifestou (diretamente).                                                                          -Apodreci-me a mim mesma-
Velejava acordada, num toque a toque com o mal, litros de sangue fugiam-me pelos olhos, olhos tristes, tristinhos, impedidos de continuar (pensei eu).
Corri, em fuga da máquina do tempo, assoprava conjuntamente com o vento, ambos enclausurados na mesma bolha, esquecia-me que me tinha sido entregue Lisboa, há uns meses atrás.
Não desisti. Retomei o sonho! Ai de mim se não o fizesse. Esbugalhava-me por completo, dar-me-ia estalos num outro ‘eu’ mais honroso, o qual não aceita desistências, fracassos, misericórdias desfavorecidas e surdas.
Aquando do meu regresso, eis que, dei por mim a vislumbrar um corpo andrógeno. Uma bicharada entranhou-se no meu cérebro, borboletas cantavam-me confusão possessa: Era amor! Ditavam-me tropecilhos, capazes de me piorar a depressiva pisada, contínua saga, ensanguentada. Lidar com o invocável dos rasgos de paixão, seria mandar-me ao purgatório, numa necessidade de morte súbita, imediata, na quentura das chamas mais acesas, chamas que proclamadas, seriam proeminas.
Foram anos soluçados de velocidade. Anos. Anos de entradas, viagens longas, saídas tropeçadas, um rasgão aqui, uma ferida ali, complementos, ócios do meu devaneio impresso no peito. Ficou por lá! Não detenho mais desse poder cristalino, frágil.
Sinto-me maleável, sequíssima, seca terra, lágrimas mar, fogo ardente, a soluçar conquilhas, presilhas que se partiram sem que eu as destruísse. Não foi fácil. Ninguém disse que o era, mas consegui.


(esbato sorrisos parados) 

Sonho de menina, menina sonhada

Venerar-me-ias se me mantivesse assoberbada pela infância?
Elétrica, deambulatória, reguila, inocente, ignorância –
Presença, sentença final: cabelos doirados, tornados
Envolvedores do seio – família. Eis que me vislumbra
A escuridão mãe, assombra do são e sofredor coração,
Peito ensanguentado, choroso e mal feito.
Mandava-me de um prédio, cheiro a morte, gritaria o meu país,
A dor de não me sentir mais, senão no fim afinado, corrente
Amaldiçoada pelo tempo que dispara e jamais se ameniza,
Nem mesmo com os sorrisos pomposos de quem magica felizes atos.
Engulo e degusto momentos, o olhar mantem-se triste, afastado, lacrimoso.
Ai de mim cortar-me das lembranças, mudanças, respanças – raspo-me
E não te encontro; conto aninhos de solidão, ninhos escondidos, jazigos finais.
Profissionalizei-me na ausência de um corpo que não é meu, acumulei tristezas,
rasguei antepassados, acenei adeus a quem mal me queria;
malcriada não me manifestei mais.
Desisti, joguei, arrependi o arrependimento,
prendi-me à parede, sufoquei gritos de angústia – dor.
Apanhar-me-ia num beco a cortar cordões de volta à ascensão minha: felicidade infinda. 

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Coleciono momentos felizes

          Que tortura. Tento relembrar-me dos tempinhos sociais, pouco ambíguos, em que a única ligação a que nos mandávamos de cabeça era a família. Socorro, que o amor destrói vidas. Socorrei-me tempo incerto. Não conheço tiques-taques de relógios mais insuportáveis, que me façam ver o tempo a amenizar o seu abrilhantamento pouco a pouco. Lua cheia, manda-me um filho de luz, incorpora-me a brochura sábia do tempo que já lá foi.
            Não podia ser amada paternalmente, somente? Isso a que intitulam de sofrimento pós amor, que rasura a doçura adolescente, deixa-nos na cratera da infelicidade, numa possível queda, a qualquer momento, num quê, mas porquê? Eu sei, eu sei. Amar-me-ão, não apenas por uma carinha laroca, que tem gestos menos próprios, palavras ruins, o nariz enrugado e um olhar que perturba mentes (fá-las amar, não nego). De antemão, acredito com rigor, no poder do corpo a corpo, na distância que não rasga um apaixonamento escravo. Tal distância facilita-nos o comprovativo para a janela da certeza. Olho-te e não vejo tenruras, incertezas, malícias: é cessante o amor. Quando m’encontro reguila, compatriota da infância, numa revolta que não me traz os juntamentos felizes dos pais com os tios, dos tios com os primos, dos primos com os avós, é como se não precisasse do amor que me faz sofrer, que me faz mandar aos sete céus, tudo o que se construiu – sete pecados, sete vidas, sete erros. Coleciono-os na construção passo a passo da minha tórrida, por vezes entediante, felicidade.
            Atirar-me-ia ao passado, como uma catástrofe de vento sobre as árvores, que se arrancam das raízes vitais, libertava-me de espelhos que me impedem de esquecer este rosto sofrido, que lamenta martírios antigos, costumes que não voltam, sorrisos simples e sinceros, os abraços aconchegantes, que só o amor do sangue consegue corresponder.

            Pudesse eu ser feliz.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

AfuGENTada

            Sustenho a respiração, deambulo na obscuridade inacessível a que me disponho. Maleficíssimo, o sossego picado, o lagarto perdido, a raiva ensurdecida – faqueias-me em rabiscos riscados, manipulados de recitos lamentáveis, procriações que engolem raiva, só de se ver.
            Eis o meu enlouquecimento sugado pelo perfeito – perfurado – indígena. Amarro-me aos tentáculos lunáticos. Deturbo-me a cegueira incapaz de finalizar um sussurro de bem – estar e sedução sorridente. Continuo sem forças, perdida na loucura encravada, no que cito e repito, a fusão de sentimentos finitos e desunidos dos teus braços.
            Reduzia as tuas asas, cortava-as couro a couro, desafiando as crónicas do sucesso, que tende a negar-me as portas abertas, a rasurar-me a elasticidade de viver.
– Queres-me em sangue, torturada nas amarras do teu suco, envaidecido com a possibilidade de me ter em terras que desconheço? Surpreende-me. Enfrenta-me. A tortura não me funde, cauteriza-me a batida forte no fundo da terra, humedecida, esgotada de incredibilidade infunda.
            Ser, não ser, um descrer que não me quer.
            Reitoriza as penas, mas não as sonegues: ambienta-te, engole o suco gástrico da tristeza, que no subir ao cais, tende a decair com facadas arreganhadas, agarradas, garras mársicas furadas, furacadas e detraídas das encostas buscadas em louvor do nosso amor.
            Sigo-te, devastada. Temia o engole final. Eis que chegou – prendeu-me a garganta, manipulou-me respostas tortuosas, crónicas, que volta e meia, contornavam-me a alma, e, contorcida, continuava a renegar o insucesso que alcançaria se lhe entregasse as palavras. Iludida, decreta, mas de certa forma, deambulada na construção fugida de provar o próprio veneno.

            - Realmente me quereis? Decerto que, a tua vingança passa pela prova do alimento: sanguessuguiar-me as entranhas, matar-te a fome de viver.

sábado, 15 de junho de 2013

Congeminação Homicida

- Incorporo seres, travessuras – diabruras.

Magico faces – monstruosas pinturas
Que não me exponham à crueldade
Advinda da vinda pré – cega de sensações
Tropicais e escuras, mudança, temperaturas.
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Enclausuro-me!... Na podridão afincada
À suja e fugaz espectativa. Manipulo corações!
Destruo-os em seguida! Atinjo níveis abesantes, catastróficos,
Bolhantes apaixonados, que servem de petisco ao beliscão
Da Assassina, intitulada serva da Morte.
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Carrego o fardo resignado fim. Jamais t’
Apunhalo sem intenção maliciosa. Entr’
Aberta, a maldade pinho – floresta da lixeira,
Condenada aos restos mortais que acompanham
A anormalidade crua, magreza, ossura.
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- Segue-me a mancha, Afeiçoado a rostos múltiplos.
Sem demora, eis o meu decesso: Sustive o sopro.

O sopro no coração.