Venerar-me-ias
se me mantivesse assoberbada pela infância?
Elétrica,
deambulatória, reguila, inocente, ignorância –
Presença,
sentença final: cabelos doirados, tornados
Envolvedores
do seio – família. Eis que me vislumbra
A escuridão
mãe, assombra do são e sofredor coração,
Peito
ensanguentado, choroso e mal feito.
Mandava-me
de um prédio, cheiro a morte, gritaria o meu país,
A dor
de não me sentir mais, senão no fim afinado, corrente
Amaldiçoada
pelo tempo que dispara e jamais se ameniza,
Nem
mesmo com os sorrisos pomposos de quem magica felizes atos.
Engulo
e degusto momentos, o olhar mantem-se triste, afastado, lacrimoso.
Ai
de mim cortar-me das lembranças, mudanças, respanças – raspo-me
E não
te encontro; conto aninhos de solidão, ninhos escondidos, jazigos finais.
Profissionalizei-me
na ausência de um corpo que não é meu, acumulei tristezas,
rasguei
antepassados, acenei adeus a quem mal me queria;
malcriada
não me manifestei mais.
Desisti,
joguei, arrependi o arrependimento,
prendi-me
à parede, sufoquei gritos de angústia – dor.
Apanhar-me-ia
num beco a cortar cordões de volta à ascensão minha: felicidade infinda.
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