Inequivocamente, o equivoco sustem-se
Na irremediabilidade fugaz do tempo.
Ponteiros demarcam o Plutão do Amor.
Amordaçada, fecharam-me com trancas
A raiva do retoscópio anal da vida,
Vidente dos problemas futuros, arguidos,
Ditos culpados da queda amortecida
Pela segurança de um canto-inho ameno.
Vomito amedrontamento, dilato peles franzidas,
Cintos rasgados de sentimentos, ilusão
afugentada.
Pago aos céus, um preço elevado: a minha alma
Acorrentada às securas das deusas infelizes,
não apaixonadas;
Um coração detido nas nuvens cinza-prata-estragadas-velhas-quase
apagadas;
Corpo desclassificado na Terra, capado pelo
poderoso.
Levaram-me.
Levaram-me a fominha tenra d’ aplaudir os meus enganos desenganados de viver.
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