terça-feira, 9 de outubro de 2012

Deslumbro

Sofrida – Calma Penalva;

Um desgosto apunhalado
E ninguém me salva.
Serrita e acena-me ao peito.

Ó túmulo da Verdade – arrancais os ossos
Da perdição, um sono sossego sem tempo.
Quem dera à morte ter-me como refém!
Revolta por tiroteio, lágrimas assemelhadas
Ao sangue esculpido humedecido escurecido,
Pelas traições, pinhões enraivecidos.

Um sobretudo, térmico, por mérito;
Louvável quentura; uma diabrura passável
De peles infindas: Sol a sol, raios. Perdura
A penúria de não te amarrar aos tentáculos
Meus. – Que angina me provocas
Ao engolir o orgulho, pico do auge,
Força demoníaca, crítica, antiética.

Preenchais teu peso morto – conto pro crer, sem ver.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Lacuna Alucinada

Sentada! … testa gelada sobre os joelhos,

Lágrimas despejando mágoas medonhas,
Medonhas esperanças. Um sopro
Aproxima-se, ergo o rosto, até que o compro
Em troca de uma sentença reluzente de escombros.

 Os fios amarelos esvoaçam na ventania,
E enxugo a vista, olhar perdido na esguia
Estrada que se pôs ante mim. E, não entendo!
Acende-me uma Luz, fogo ardente nos pulmões –
Pulsões luzidas por tal predominância estatal do Amor.

Ó, perturbada, quem dera manter-me estável
E psicótica consoante a batida que palpita
Demónios aguçados por sanguessugas:
Consequência do gelo, que, quebradiço
Se atira na ponte do infortúnio. Sois meu?