quinta-feira, 26 de maio de 2011

Não deixo, consigo, posso puder

            Sossegada me anteponho à política social, cratera vulcânica da injustiça, pela qual somos regidos, com a qual temos de funcionar como seres humanos de lábios trancados, acenando que sim a tudo o que de negativo nos colocam sobre os olhos… cerrando a possibilidade de cantarmos contra as hipocrisias em demasia. Estas são as barreiras político-sociais, manifestações eternas de rivalidades, do ser e não ser, do perceber ter até ver.
            ‘Camaradas’, aqui estou eu para a invulgaridade ambiciosa de mudança, de facas gritantes em quem nos atinge diariamente, levando ao suicídio mortal, à bonança da infelicidade.
            Esperança, agilizo-te perante a povoação diversa – os que por menos que façam, por nulidade dos seus feitos, permanecerão sempre nos salários mais risonhos; os que puxam de um lado, puxam do outro, até têm um salário minimamente recompensável, mas nunca conseguem (irão) a simpática magia de fazer o capital crescer; também, o chamado proletariado, que nada tem a não ser aquela ninharia ridícula de meia dúzia de centavos. Meus amigos, e se tentássemos fazer de um só, um povo unido, vencedor em todos os seus campos, os materiais, agindo contra os corruptos difamadores da ordem pública.
            Sobre nós colocam canções de embalar, hinos, contos, um fadinho inatendível pela sua custada palavra, arrogante, presa à força cobarde de corpos que apenas se importam com o seu ego, e apenas com ele, ignorando a vontade alheia de Portugal.

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