Entre correntes, precipícios e vendavais, prendias-me sobre a madeira, torturavas-me, embora gostasse, e, cega momentaneamente, descrevia na minha mente a data marcante de toda uma vida. Sangue escorria, suor límpido manifestava-se, enquanto um sorriso patético permanecia, descrevendo a limitada explicação de horas genuínas de grandeza superior.
Sobre o espelho, revirava o cabelo, húmido e distorcido, e tu, observavas e abraçavas fortemente o nosso todo. Agressivo, apertavas-me disformemente e, o meu “eu” poético cheirava velozmente o aroma a sexo, penetrado em ti.
Terminada a fuga terrestre, voltei, decidida a lutar pela degradação amada, tentando com pulsos cerceados pelo medo, atingir, esfaqueando, o teu coração.
De regresso á vida quotidiana tão lamentável, trocámos juras de junção a dois; beijos, que de silenciosos nada tinham: a verdadeira criatividade decorativa mundial, o sentimento mais vibrante e desligado do material, o amor.
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