domingo, 22 de maio de 2011

Pureza contrastada ao sorriso

Pássaros.
            Esses heróis encantados, poetas do vento flutuante, vibrando na intensidade do canto. Racionais, embelezados pelo verde espelhado no meu horizonte, até mesmo, pela discrepância do sentir, embora com a ausência do odor, com a anulação do pavor, distanciado da natureza. Ela, tão rica em emoção, fantasmagórica, repleta de metafísica. Ó, como amo eu a glória, a eterna essência distante do amor à arte. Visualizo-a nas cores, nos sentidos, na vida mistificada com um determinado toque de aventura. Amplifico a sensação de bondade, de pureza, ambas transparentes, vagueando no infinito, na dimensão extremista do mar – ondas fanáticas de prazer intenso e, de todo, ilimitado. Amo o que me rodeia, o toque suave do ar puro em mim; o desmembramento lunático da razão absurda, até mesmo, hiperbolizada sem fim. Renego a ciência, respiro versos paradisíacos, sorrindo na imensidão. Superioridade, porque tenho eu a finalidade de amar o que de tão sensível e mágico persiste? Luto pela revolta áspera da tecnologia. Exijo a simplicidade, sem reflectir no ego descabido do conceito. Salto, vibro e grito: “Liberdade! Liberdade! Somente, tu, donzela encantada, tornarás o desgosto actual num lindo gesto de ternura azul.”
           
                                                            (solto o cabelo negro, relaxo os ombros sem medo, sinto o meu peito intenso, abraço simples e contente um corpo docente)

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