Esses heróis encantados, poetas do vento flutuante, vibrando na intensidade do canto. Racionais, embelezados pelo verde espelhado no meu horizonte, até mesmo, pela discrepância do sentir, embora com a ausência do odor, com a anulação do pavor, distanciado da natureza. Ela, tão rica em emoção, fantasmagórica, repleta de metafísica. Ó, como amo eu a glória, a eterna essência distante do amor à arte. Visualizo-a nas cores, nos sentidos, na vida mistificada com um determinado toque de aventura. Amplifico a sensação de bondade, de pureza, ambas transparentes, vagueando no infinito, na dimensão extremista do mar – ondas fanáticas de prazer intenso e, de todo, ilimitado. Amo o que me rodeia, o toque suave do ar puro em mim; o desmembramento lunático da razão absurda, até mesmo, hiperbolizada sem fim. Renego a ciência, respiro versos paradisíacos, sorrindo na imensidão. Superioridade, porque tenho eu a finalidade de amar o que de tão sensível e mágico persiste? Luto pela revolta áspera da tecnologia. Exijo a simplicidade, sem reflectir no ego descabido do conceito. Salto, vibro e grito: “Liberdade! Liberdade! Somente, tu, donzela encantada, tornarás o desgosto actual num lindo gesto de ternura azul.”
(solto o cabelo negro, relaxo os ombros sem medo, sinto o meu peito intenso, abraço simples e contente um corpo docente)
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