Venero a tua essência, a tua dúvida perante o que de sentimental floresce. Esgoto a facilidade em perdoar o que de genuíno a tua alma tende a sentir. Alcanço um impossível circunstancial absurdo, irrelevante, morto sem razão.
Amar-te inspirando a liberdade de uma concha magnética, de puro prazer. Meu amor é esta a visão, a minha, somente ela, inferiorizada pela sensação; arrasada infinitamente; louca de paixão; temporal, consoante a versão. Sim, admito, deterioro a tu’alma, ressuscito-te, em demasia, nos naufrágios de pensamentos, nas buscas constantes de comportamentos.
Vivo, recrio, no presente, uma longa história de amor, apta a uma nova construção evolutiva. E, a eterna presença característica de um passado, regido pelo fogo ardente, doloroso, adaptado pela sua permanência, resultante das suas maioritárias suposições. Além das ruínas de desejos, ambas sarcásticas. Sentimento, que, não ambiciona, fere, destroça um caminho em vão, perdoa um modo errado de amar, modo, esse, sensível ao toque. Amo tudo, ainda. Sim, eu que no nada me apresento. Longe abstenho a divulgação secreta do mesmo sentimento. Dispenso a paixão. Receio-a. Observo-a na intensidade de um retornar distorcido e de todo, impossível. Jamais venerarei a angústia do não alcançar.
Sinto uma imensidão de versos. Reservados no sim, na fidelidade envolvente, na sede de não te ter.
A tua respiração renascida em mim, um deserto repleto de crueldade, de prantos de exactidão dos sentimentos em demasia, um desejo ardente vagueando na extremidade da indecisão. Apelo por ti, pelo teu denso tiro de envolvimento sagrado.
A fotografia da arte – um tu, simplesmente, como sinónimo mirabolante, jamais tocável, visível e, valorizada pelo que de melhor atinjo, apoderada da hipocrisia (fiéis apenas os sentimentos), da tua inacreditável mediocridade, da tua semelhança com o negro colocado ao sol, da tua prioridade em assustar o ídolo, eu – não alcanço a tua longevidade, vaga, dispersa, indeterminada.
Amada pelos lábios de vinho, delicados (junto aos meus), consumidos, eles, pela exactidão do puro prazer, ligado a um livro – referido como a totalidade de um ser inexperiente na vida, oh vida injusta, repugnante e nada (…)
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