A loucura dominada pela minh’alma de seda, desbride o sangue resplandecente anunciando terror, relembrando um sonho eternamente preso á saudade; á eternidade do conceito negado de beleza, afastando todo e qualquer tormento; á exaltação de dois corpos; á tristeza resultante da oposição entre dois seres humanos; ao ódio queimado, esquecido e invadido pela tentativa de ilusão perante a perdição.
A mágoa traça o destino inaceitável, por mim; a morte urge como único desalento; o sentimento divino como imortal, desgrudado num silêncio, murmurando o que de sensacional honra a canção de amor.
És parte, total, recriada na minha angustiante nudez sensitiva. Nela, a decisão escura e amargurada (pelo medo perseguido e pelo consumismo de prazer).
Ostento horas de gritos, consequentes de extremo fingimento, por uma eternidade desmedida de calor? O teu calor, a tua fuga em mim, na minha mente, na completa e maquiavélica força de poder.
Amo? Dimensiono o superior – és a vida preenchida em mim. Debato-me sobre a melhor opção. Caio nela, escorregadia e presa, em lágrimas, longínquas e aterrorizadas.
Oh meu amor! Tenho-te nos refúgios embalados pelas ondas, navegadas, elas, entre a paixão suprema.
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