domingo, 22 de maio de 2011

Luar de espinhos

            Retrocedo, ferozmente, entre negações percepcionadas, combinadas com gargalhadas mortíferas e, densificações do sentimento decapitado, insistente, reflexivo de fragilidade. Amplio o desengano venerado pela insanidade mental, através da luz solar reflectida num desespero nostálgico em demasia, numa cadeia de insónias inúteis, na perseguição sombria e tortuosa do teu beijo momentâneo.
            A loucura dominada pela minh’alma de seda, desbride o sangue resplandecente anunciando terror, relembrando um sonho eternamente preso á saudade; á eternidade do conceito negado de beleza, afastando todo e qualquer tormento; á exaltação de dois corpos; á tristeza resultante da oposição entre dois seres humanos; ao ódio queimado, esquecido e invadido pela tentativa de ilusão perante a perdição.
            A mágoa traça o destino inaceitável, por mim; a morte urge como único desalento; o sentimento divino como imortal, desgrudado num silêncio, murmurando o que de sensacional honra a canção de amor.
És parte, total, recriada na minha angustiante nudez sensitiva. Nela, a decisão    escura e amargurada (pelo medo perseguido e pelo consumismo de prazer).
            Ostento horas de gritos, consequentes de extremo fingimento, por uma            eternidade desmedida de calor? O teu calor, a tua fuga em mim, na minha       mente, na completa e maquiavélica força de poder.
            Amo? Dimensiono o superior – és a vida preenchida em mim. Debato-me sobre          a melhor opção. Caio nela, escorregadia e presa, em lágrimas, longínquas e aterrorizadas.
            Oh meu amor! Tenho-te nos refúgios embalados pelas ondas, navegadas, elas,    entre a paixão suprema.

Nenhum comentário:

Postar um comentário