quarta-feira, 20 de junho de 2012

Luar Folheado

Que empobrecida, esta braveza,
Nobreza assanhada por tua crueza.
Aqui sois minha… frenesim picado
Por bichos, arrepios do amor opado.

Impetuosas, caem-me as membranas,
E encontras-me desgrenhada, sem pestanas,
Passando noites em claro, rugindo
Ventanias… antepassados quebradiços fugindo.

Oriento poses alcoólicas,
Olhares, doses proóticas,
Num anoitecer medíocre,
Clímax do sacrifício, despique.

A inutilidade tresandas,
Vagueis, andes ou subas
-me a doença. Precatas entranhas
Desenganadas, ser a quem encantas.

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