Letras presas nos lábios meus,
Atadas sem descurar.
Descuido, cuido, desse teu enxurdar
Remeloso, vulgar; desses medos teus.
Soledade, um
sentimento abrupto,
Conseguidor de raiva audaz,
Uma mágoa espoliada, que trás
-me à espinha um nervoso corrupto.
Se eu pudesse, arrematava-me aos braços
Fininhos, esqueléticos, patéticos,
Que me disparavam no peito, laços
De aflição; tormentos poéticos.
E, se isso não fosse assaz,
Integras-te em meus sonhos,
Ossos por roer, uma angústia capaz
De não te deslembrar em pequenos fronhos…
…cama desfeita, suor, amor entregue.
Mordo os lençóis, preenchidos por prazer;
Agarro-te os ombros, puxo-te ‘pra mim, a fazer
Uma lembrança célebre engrandecer. Ela prossegue.
Prossegue este sempiterno amor,
Rasgão doloroso, um olhar primoroso.
E jamais abandonarei tal perpetuidade,
Mesmo com a tua ausência de objetividade.
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