Agredias um ser disfuncional!
Descaraterizada, não me autoafirmava,
E de mim fazias uma arma que amava
O controle, a obsessão conjugal.
Que desordem apaixonada,
Que tendência suicida e matadora.
Se te sentes nu, penas, nada,
Como me anseias tua predadora?
Caminho no roteiro pré-concebido,
Observando troncos fortes, uma frescura
Que me desampara sob nevoeiro tido
Chamuscado, uma nuvem raivosa, pura,
Em fértil evolução, e aparecem-me
Imagens, sombras que cegam a noção,
No entanto, tendo a querer-te, ó coração,
Cão raivoso, que doentio, repugna-me.
Continuo, passo a passo, num jogo de memórias
Loucas, jogando-me sobre a estrada.
Contorno as tuas mazelas rabiscadas,
Delirantes, que me aproximam d’outras vitórias,
Contrárias às latas, ferro velho e detrimento,
Uma sublime metáfora ao teu preenchimento
Irracional. Às-de me fazer arrepender,
Em honra do teu pedinte apodrecer.
Ai!
Suspiro A reprodução ardente,
O olhar, inacabado, cor aguardente,
E, deixo atropelar-me pelo atrevimento,
Uma aversão pesada, agrura indefinida,
Dois rostos voltados, levados pelo cruzamento (…)
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