Amedrontada, não te entregas,
Recusando o formato ambicioso
Do coração vermelho – cerejas,
Deste laço prisioneiro de si, em poço,
em fundo carregado de sorrisos
Que tremem capítulos, cisos
Reinados pela história de amor,
Um sucesso fugido, detido primor.
Quando
abris, porta teimosa?
Não espereis minha morte ociosa,
Entrega-me antes que parta
Só, desacompanhada, num gemido qua farta.
Não correspondida, afogo-me em lamaçais,
Tremendas gruas. Tais sentenças finais
Solucionam a facada no peito,
Derrota ardida de um exímio beijo,
De quem jamais provei semelhante:
Um gosto azedo – indiferença,
Um pouco ácido – presença,
Inigualável com certeza
Com o trivial por excelência,
Excelso, e por aí diante.
Se eu não aromatizasse tal afabilidade,
Não te enchia de cifrões recheados
De amor, um calor sem pudor, agilidade
Oculta em dor contínua, tinhosos cuidados.
Somente por amor…
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