E se o faço não é em vão, é um pouco sim ou
não.
E caem-me lágrimas encharcadas, joias de
perdição,
Apoderando-se da liberdade trágica em
concílio profundo.
Se ao menos pudesse ter-te em minhas mãos
geladas,
Encontrava o ponto erguido entre raízes
nossas,
Evitando desgostos em vão, negações
receadas,
Sinónimos entre espaço e sentimento,
cicatrizes, mágoas, mossas…
Aos céus ressinto a falha, tragicidade
incorporada no vazio,
Na tortuosa deceção, negritude racional, marca figurativa:
Excentricidade amor meu, boca a boca, toque
– suspiro.
Aqui continuais, bichinho repulsado,
enlouquecedor/ervas daninhas,
Pedaços longos e subtis, espontânea e
suave, tiro ao ar.
Que pieguice esta! Deixei-me de rótulos ou
aparências,
Revolucionária coloco o punho no cheiro que
no teu corpo se faz infiltrar.
Não me abandones! Fecha lenta e
silenciosamente os lábios,
Energia, pertinácia da noite, pluralidade
de emoções,
Conquistas, gargalhadas estatizantes,
fortalecidas construções
D’ O Amor. Que fervor este! Ultrapassaremos
os obstáculos?
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