Choro impalpável, força de te ter.
Tentações alheias, culpando-te o ser.
Sentimentos maleáveis, facilmente destrutivos,
Sono de felicidade, deixando-me sofrer.
Espelhos partidos, janelas entreabertas
E um vento quebradiço, castiço,
Que me abraça as goelas, cobertas
De mágoa, um desgosto postiço.
Questões retóricas, saem-me por tempo
Indeterminado, e ficam-me apenas nós
No estômago, uma incapacidade, corpus
Desnudo, lacrimejando sem passatempo.
Pele enfuriada, é-te familiar?
Uma pedra sobre a calçada,
Um travor repulsado, cansada
Atinjo o pódio rematado pulmonar.
A reta final traçar-me-á um precipício
Vandalizado por diabruras conterrâneas,
Um delito ameaçado por apenas um cumplicio
Deserdado pelas desenroladas ondas de te amar.
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