Agoira-me!... Esta tépida diabrura, sócia das portas da
morte.
Aqui estois, um pecado inatingível,
embriagado pela vontade, que se perde nos intervalos intercalados entre
sorrisos esgotados, covinhas de expressão forçadas. Ai! Quem fosse perfeito, se a perfeição assim o aceitasse. Só assim
me comunicaria com o ninguém – além, boneco comandado pelas decisões alheias.
Interrogo-me, enlouqueço, de pernas pró ar, sem dó nem piedade, destruo-me a
cada instante, conto os segundos, vagueando na sua plenitude sóbria, embora
nada construa. Sou uma mera disposição falhada, sentada nas rochas do medo, à
espera que a felicidade me acompanhe – ela não me deseja, respira ódio,
fogosidade acesa nos abismos das decisões. Ai! Se eu soubesse o quão mexidas
são as pedras que nos manuseiam. Nada mudaria e permaneceria numa corrida
cinematográfica, um pouco venenosa, implorando por magia contínua. Contínua
pois, agarrada nos ferros da vida, lomba curvilínea, um pouco escura, sombria
portanto, detentora de pequenas borboletas, a cor única do espaço, a minha
esperança ao fim da rua…
… Torno-me
diferente da minha geração rematada, não, não me enquadro na sua nebulosidade: a
brevidade densa, a predominância da falta de carácter, os projetos ausentes, a
queda drogada, as manchas remexidas, as bolas famintas por desejo. Que
proeminência esta? A perda de valores sossegados, heroicos, referências que
afetam os alvos humanos, limitando-os ao estalar dos dedos finais, a cada
toque-toque intencional, a cada piscar dos olhos fogo-brilhante.
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